Uma sociedade cansada reflete tendências de arquitetura e design
* Por Scharlise Minte

Vivemos em uma realidade onde as mudanças estão acontecendo de forma cada vez mais rápida. Desde alterações climáticas, mudanças na forma como trabalhamos, surgimento de inteligências artificiais novas a cada dia que passa e novos vídeos curtos virais nas redes sociais que nos roubam a atenção com mais frequência.
O relatório “Panorama da Saúde Mental” do Instituto Cactus e da AtlasIntel, demonstra que mais de 36% dos brasileiros gastam 3 horas por dia ou mais em redes sociais e o impacto desse período, consumindo conteúdos rápidos, além de dispersar a atenção tem aumentado o índice de ansiedade na população. Outro fator a ser considerado é o aumento da proporção de pessoas que trabalham em casa que, segundo o IBGE, cresceu de 3,6% em 2012 para 8,3% em 2023, e tem contribuído para a ansiedade pois esse funcionário acaba tendo que lidar com questões multifuncionais do lar e do trabalho ao mesmo tempo. O resultado dessa equação é uma sociedade mentalmente cansada.
Esse indivíduo terá que se adaptar melhor às mudanças que estão cada vez mais constantes, estar aberto a aprender coisas novas e principalmente trabalhar a inteligência emocional. E tudo isso vai demandar ambientes e hábitos de vida mais saudáveis também. Resultando em um equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
As tendências de arquitetura, design e até mesmo moda vêm como resposta a essa necessidade de conforto mental que esse cansaço tem causado. Um exemplo disso é a cor do ano de 2025, elegida pela Pantone, o Mocha Mousse (parecida com a cor de chocolate), que é descrevida com a intenção de transmitir conexão, conforto e harmonia.
O design biofílico também vem demonstrar a necessidade do contato com a natureza. Sendo utilizado através da presença de plantas na decoração, e até mesmo com a utilização de tecidos, texturas e materiais mais naturais que remetam conforto e o bem-estar que o ambiente natural transmite.
O próprio maximalismo vem reafirmar essa identidade e individualidade, que pode carregar uma nostalgia e conforto, estimulando os sentidos, através de cores, decorações e até mesmo artesanatos adquiridos em viagens, ou passados de geração em geração que carregam memórias afetivas.
A análise de neuroarquitetura nos espaços projetados se faz um instrumento indispensável, com o aumento do tempo dedicado ao lar, que assume um papel multifuncional, mas com a necessidade de transmitir esse acolhimento e personalidade, com o objetivo de ajudar as pessoas a se adaptarem e se sentirem mais confortáveis em suas próprias residências, mesmo com tanta informação na palma de suas mãos.
*Scharlise Minte é Arquiteta e Urbanista, Especialista em Arquitetura Sustentável, Manager em Projetos BIM. Tutora dos Cursos de Pós-Graduação no Centro Internacional Uninter.
By NQM
Foto: Rodrigo Leal
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