Uma sociedade cansada reflete tendências de arquitetura e design

* Por Scharlise Minte 

 

Postado sexta-feira 14/02/2025 por Redação

Categorias: Artigo

Uma sociedade cansada reflete tendências de arquitetura e design
Uma sociedade cansada reflete tendências de arquitetura e design

Vivemos em uma realidade onde as mudanças estão acontecendo de forma cada vez mais rápida. Desde alterações climáticas, mudanças na forma como trabalhamos, surgimento de inteligências artificiais novas a cada dia que passa e novos vídeos curtos virais nas redes sociais que nos roubam a atenção com mais frequência.  

 

O relatório “Panorama da Saúde Mental” do Instituto Cactus e da AtlasIntel, demonstra que mais de 36% dos brasileiros gastam 3 horas por dia ou mais em redes sociais e o impacto desse período, consumindo conteúdos rápidos, além de dispersar a atenção tem aumentado o índice de ansiedade na população. Outro fator a ser considerado é o aumento da proporção de pessoas que trabalham em casa que, segundo o IBGE, cresceu de 3,6% em 2012 para 8,3% em 2023, e tem contribuído para a ansiedade pois esse funcionário acaba tendo que lidar com questões multifuncionais do lar e do trabalho ao mesmo tempo. O resultado dessa equação é uma sociedade mentalmente cansada.   

 

Esse indivíduo terá que se adaptar melhor às mudanças que estão cada vez mais constantes, estar aberto a aprender coisas novas e principalmente trabalhar a inteligência emocional. E tudo isso vai demandar ambientes e hábitos de vida mais saudáveis também. Resultando em um equilíbrio entre vida pessoal e profissional.  

 

As tendências de arquitetura, design e até mesmo moda vêm como resposta a essa necessidade de conforto mental que esse cansaço tem causado.   Um exemplo disso é a cor do ano de 2025, elegida pela Pantone, o Mocha Mousse (parecida com a cor de chocolate), que é descrevida com a intenção de transmitir conexão, conforto e harmonia.   

 

O design biofílico também vem demonstrar a necessidade do contato com a natureza. Sendo utilizado através da presença de plantas na decoração, e até mesmo com a utilização de tecidos, texturas e materiais mais naturais que remetam conforto e o bem-estar que o ambiente natural transmite.  

 

O próprio maximalismo vem reafirmar essa identidade e individualidade, que pode carregar uma nostalgia e conforto, estimulando os sentidos, através de cores, decorações e até mesmo artesanatos adquiridos em viagens, ou passados de geração em geração que carregam memórias afetivas.  

 

A análise de neuroarquitetura nos espaços projetados se faz um instrumento indispensável, com o aumento do tempo dedicado ao lar, que assume um papel multifuncional, mas com a necessidade de transmitir esse acolhimento e personalidade, com o objetivo de ajudar as pessoas a se adaptarem e se sentirem mais confortáveis em suas próprias residências, mesmo com tanta informação na palma de suas mãos.   

 

*Scharlise Minte é Arquiteta e Urbanista, Especialista em Arquitetura Sustentável, Manager em Projetos BIM. Tutora dos Cursos de Pós-Graduação no Centro Internacional Uninter. 

 

By NQM
Foto: Rodrigo Leal

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