Release - Novas normas de conforto térmico impulsionam inovação e eficiência energética na construção civil
A exigência de que novos edifícios cumpram normas para reduzir a sensação térmica a partir de 2027, conforme determinação do Governo Federal, representa um avanço importante para a modernização da construção civil no país, de acordo com especialistas e empresários do setor.
Postado quinta-feira 12/03/2026 por Redação
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A nova medida tende a gerar impactos positivos relevantes para o setor e funcionará ainda como um incentivo direto à criação de novas tecnologias, ao estímulo à inovação e à modernização das construções, segundo Cássio Pissetti, diretor comercial da Engepoli, empresa especializada em soluções de engenharia e eficiência energética.
“Os prédios verdes trazem vantagens não apenas para o meio ambiente, mas para toda a sociedade, ao promover conforto térmico, saúde, economia e sustentabilidade. Com isso, essa nova regulamentação vai na direção correta”, afirma Pissetti.
Estudos acadêmicos indicam que a cadeia produtiva da construção civil é responsável por cerca de 50% do consumo de recursos naturais no mundo e, no Brasil, por mais da metade dos resíduos sólidos urbanos. Com as mudanças, além dos ganhos ambientais, os benefícios econômicos também serão expressivos. Um estudo da Universidade de Harvard, o HEALTHfx, aponta que prédios certificados geraram US$ 6 bilhões em benefícios combinados para a saúde e o clima ao longo de 16 anos, segundo dados do Green Building Council Brasil.
“Além disso, a etiquetagem de eficiência energética permite demonstrar ao público que determinada instituição ou empresa tem uma preocupação real com o uso racional de energia, o que pode se tornar um forte diferencial competitivo”, acrescenta o executivo.
Desafios e adaptação do setor
Entre os principais desafios a partir das novidades, o diretor da Engepoli aponta o aumento do custo das construções e o grau de preparo das empresas e dos órgãos fiscalizadores. O sucesso da implementação passará pelo nível de adaptação de toda a cadeia produtiva, incluindo projetistas, construtoras, fornecedores e também os órgãos responsáveis pela fiscalização, segundo ele.
“Há muita sinergia com novas soluções e sistemas construtivos mais eficientes. O desenvolvimento, a inovação e a sustentabilidade dos produtos serão os principais fatores de sucesso e de diferenciação entre as construções, mesmo que ainda impactem o custo final”, observa.
Mudanças foram anunciadas em 2025 pelo Governo Federal
O Comitê Gestor de Índices e Níveis de Eficiência Energética (CGIEE), presidido pelo Ministério de Minas e Energia (MME) publicou, no final de setembro de 2025, uma resolução que regulamenta os Índices Mínimos de Eficiência Energética em novas edificações. As regras, que aproximam o Brasil aos padrões internacionais, foram formuladas após uma criteriosa análise de impacto regulatório e ampla participação da sociedade e representantes da construção civil. O objetivo é fazer com que as novas edificações a serem construídas no país proporcionem mais conforto térmico e iluminação natural e, consequentemente, menos gastos com energia elétrica.
Texto: Bruno Bianchin Martim
Imagem: divulgação
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