4 dicas que asseguram o bom aproveitamento e funcionalidade nos projetos de cozinhas pequenas
Tendência no mercado imobiliário, os ambientes demandam soluções estudadas de acordo com o imóvel e as necessidades do morador
Em imóveis com metragem reduzida, como no caso dos studios, é possível garantir uma cozinha otimizada: nesse projeto do escritório ResiliArt Arquitetura, a marcenaria envolve o espaço da cozinha que começa desde a porta de entrada. É preciso definir o que é realmente necessário: o cooktop de duas bocas atende com eficácia e não houve a instalação do forno, haja vista não se fazia fundamental na rotina do morador |
No morar contemporâneo, as cozinhas pequenas são uma realidade. Seja por conta das plantas compactas ou mesmo em imóveis com uma m² superior, o mercado imobiliário reduziu o tamanho do cômodo e a arquitetura de interiores é condição sine qua non para o seu uso prático.
De acordo com Jociane Mendes, arquiteta do escritório ResiliArt Arquitetura, esse encolhimento aconteceu por vários fatores. Além da limitação de espaço – as cidades de grande porte, como é o caso de São Paulo, seguem com a forte tendência de venda de apartamentos entre 20 e 50 m².
Assim, a cozinha também acompanha os novos comportamentos: ambientes integrados com mais visibilidade para a área social, a rotina corrida de um morador que quase não tem tempo para cozinhar e o hábito da alimentação via delivery.
Entretanto, ela afirma que essa realidade não inviabiliza a execução de projetos eficientes. “As soluções de arquitetura de interiores acompanham uma marcenaria muito bem planejada e um alinhamento com o cliente sobre os recursos que serão essenciais para a sua rotina de preparação dos alimentos”, esclarece.
Acompanhe os 4 pontos principais elencados pela profissional.
Funcionalidade acima de tudo
Na concepção de um projeto de metragem reduzida, a prioridade é pensar na utilização. De acordo com Jociane, dentro do layout nenhum elemento pode obstruir os demais, os eletrodomésticos precisam ter o lugar certo na marcenaria – considerando também o planejamento dos pontos de tomada para o seu funcionamento –, e a movimentação das portas e gavetas precisam ocorrer sem atrapalhar a dinâmica da cozinha.
“Pode soar com clichê, mas cada centímetro faz a diferença no aproveitamento do espaço”, argumenta ela mencionando também o espaço de trabalho na bancada.
Com o aproveitamento do perímetro deste studio, a cozinha ganhou o que pareceria ser impossível: uma ilha central que atende como área de refeições e um espaço adicional de apoio. Na bancada principal, além do cooktop a marcenaria também recebeu um pequeno forno que atende o estilo de vida do morador
Adaptações necessárias e nada de acumular
Com um espaço levemente mais amplo, o formato em ‘L’ desta bancada permitiu um aproveitamento ímpar da cozinha: a península conectada com a bancada da pia recebeu o cooktop e assumiu o espaço para refeições
Estendendo o item funcionalidade, a profissional do escritório ResiliArt Arquitetura aponta a importância de incorporar adequações quanto ao estilo de vida.
Geralmente linear, as cozinhas com metragem reduzida pedem pela racionalidade do morador. “É preciso ter o essencial para o funcionamento, incluindo os eletrodomésticos e os utensílios de cozinha. Também não há como estocar um volume grande de mantimentos e, por isso, é preciso que o morador adquira aquilo que realmente será consumido, mantendo o hábito frequente de ir ao supermercado para repor os suprimentos”, exemplifica.
No tocante às dimensões, a redução da estrutura não diz respeito apenas à marcenaria, mas também sobre os eletrodomésticos. A depender do morador, ela pondera sobre a necessidade de instalar um cooktop de quatro bocas ou um forno com uma litragem grande. “Pensando que, em muitos casos, a pessoa vive sozinha ou, no máximo, acompanhada de mais uma pessoa, essas resoluções são suficientes”, relata.
No aproveitamento da marcenaria dessa cozinha, o ‘L’ contribuiu para a formação da torre quente onde estão instalados o micro-ondas e o forno de embutir | Projeto: ResiliArt Arquitetura | FOTO: Kelly Queiroz
Foco na escolha dos materiais
Jociane também ressalta que, mesmo compacta, o projeto sempre deve considerar que a cozinha é um local de trabalho com pontos de atenção a serem considerados. É preciso proteger o espaço contra a umidade por meio da escolha de materiais resistentes e fáceis de limpar como laminados e MDF melamínico na marcenaria, bem como o granito ou quartzo para as bancadas.
Além da escolha do material, outro ponto que favorece o décor é encontrar tais revestimentos em cores específicas, como complementa a arquiteta: “Tons claros ajudam na tão desejada sensação amplitude”, sugere.
Na cozinha desse studio, o material escolhido para compor a bancada foi o granito branco e o backsplash revestido por material cerâmico. A paleta clara, também evidente na marcenaria, coopera na percepção de um ambiente maior | O poder da marcenaria
Na busca por um aproveitamento completo da metragem disponível, a marcenaria é capaz de explorar cada cantinho, deixando todo o espaço mais bem distribuído com a execução de nichos, armários, gavetas, bancadas e uma infinidade de soluções que surgem a partir de um estudo personalizado do imóvel.
A marcenaria também é um aliado quando o assunto é trazer possibilidades decorativas ao setor. Por aqui, as referências do projeto se estendem por todo studio | Projeto: ResiliArt Arquitetura | FOTO: Eryck Patryck
Sobre ResiliArt Arquitetura
Uma equipe de arquitetos que contempla a integração entre o espaço e o indivíduo. Por meio de soluções customizadas, desenvolvem projetos a partir do diálogo e da tradução das aspirações dos clientes. Dessa maneira, exploram opções de layout que se materializam em ambientes atemporais, ao combinar tendências, personalidade e tecnologia. Os projetos podem ser concebidos e conduzidos do início ao fim pela equipe de arquitetos, desde a obra até o enxoval, com a missão de garantir comodidade, eficiência e confiança aos clientes.
Texto: dc33 Comunicação
FOTO: Kelly Queiroz
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